Baixamar

Software livre e bibliotecas

Arquivo de Abril, 2008

Continua a medrar o apoio ao software livre: agora Portugal

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Segunda-feira, 28 Abril, 2008

Descubro no blogue Viva Biblioteca Viva o portal de software livre da administração portuguesa. O SLAP: Sofware livre na Administração Portuguesa é um repositório de conhecimento em software livre (Open Source Software – OSS) das entidades do Estado Português e destina-se a ser um ponto de encontro e troca de experiências entre todos aqueles que, ao serviço do Estado, o utilizam. Deste contributo resulta uma mais-valia incalculável para quem pretende vir a utilizá-lo.

Oferece muita informação sobre o SL e os projectos entre os que está envolvida a administração portuguesa. Há ainda alguma lacuna: como é entre o acesso aos sistemas operativos não se encontra a opção de Ubuntu? Mas é um bom começo.

Entre as opções de acesso a aplicações de SL encontra-se a opção de Koha que foi traduzida para português, na sua versão  2.2.9 por Pedro Maia do Instituto de Informática do Ministério das Finanças e da Administração Pública.

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Formação

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Sábado, 26 Abril, 2008

Depois de vários anos sem participar em cursos de formação estes dois últimos anos estou voltando a me centrar naqueles temas que me interessam a nível pessoal e laboral.

Os último cursos, sobretudo dois deles, serviram para me reconciliar com o mundo das bibliotecas e da gestão da informação.

O Curso de Metadatos do Centro Internacional de Tecnologias Avanzadas da Fundacion German Sánchez Ruipérez, impartido por Francisco Javier Calzada Prada do Departamento de Biblioteconomía e Doc. da Univ. Carlos III de Madrid, serviu para me adentrar no mundo do Dublin Core e o XML. Aínda que básico sirve como início neste campo da gestão da informação. Como curiosidade há que indicar que entre os 28 participantes Peninsulares e de Latinoamérica participávamos 6 galegos.

O segundo curso foi o de Planificação Estratégica na Biblioteca Pública da Rede de Bibliotecas de Galicia impartido por Roser Lozano, directora da Biblioteca Pública de Tarragona. Impressionante a capacidade desta mulher de recarregar as pilhas para iniciar o trabalho na biblioteca desde uma nova perspectiva. Com um discurso que entra na gestão da biblioteca desde a perspectiva empresarial sem esquecer que trabalhamos em serviços públicos. Tratando o aspecto humano do assunto com a gestão dos recursos humanos desde o aspecto psicológico às vezes próximo da auto-ajuda mas que tem a ver com técnicas do cámbio de conduta da Gestalt e da Programação Neurolingüística: Pensamento positivo. Muito interessante rico e produtivo.

Qualquer dos dois altamente recomendáveis para quem quiser continuar a se formar.

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A Rede de Bibliotecas da Galiza cambiará a Software Livre

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Quinta-Feira, 24 Abril, 2008

Reproduzo o artigo publicado com data de 24 de abril de 2008 por Mancomun.

Informa-se do Concurso público convocado pela Conselharia de Cultura para fornecer de computadores às bibliotecas.

Nas condições técnicas convoca-se a adquisição de 65 computadores para o trabalho interno da biblioteca no que se vai contar com o Sistema Operacional da Microsoft Windows XP (SP2) mas com o pacote de produtividade OpenOffice, descartando na convocatória o MSOffice.

Para os computadores de uso público aposta-se pelo S.O. Ubuntu, configurado para recuperar os parámetros iniciais em cada arranque e também com o OpenOffice como ferramenta de escritório. (Que se pode descarregar em “galego” desde o site de Mancomun).

Por certo que a Ubuntu sacou a sua última versão do S.O. o 21 de abril, a 8.04 LTS nas duas versões de escritório e servidor.

Pode-se experimentar a versão live deste sistema operacional que não requer instalação e permite experimentar com el sem mudar de sistema operacional. A última versão do LiveCD é a 7.10 que se pode descarregar desde aqui.

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O maior erro tecnológico do 2007 apoiado pelo governo galego

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Segunda-feira, 14 Abril, 2008

Microsoft apresentou no Palácio de Congressos de Santiago, o passado 8 de abril, a tradução ao galego do Windows Vista.

Na apresentação encontravam-se, entre outros, o Presidente da Junta, a Presidenta da Microsoft Espanha, a Directora Geral de Política Lingüística e o Vice-Presidente da Fundação Galega para a Sociedade do Conhecimento.

Esta Fundação é apoiada pela Conselharia da Presidência (PSOE), porém existe outro departamento da Junta, a Direcção Geral de P.I. e da Sociedade da Informação (da Conselharia de Indústria do BNG), parece ser que as duas para o mesmo fim. Ainda que no primeiro caso parece que se dedica a apoiar o software proprietário e a Direcção Geral da Sociedade da Informaçao aposta pelo software livre.

Esta contradição poderia não ter nenhuma importância se a Junta apoiasse publicamente qualquer tipo de software, ou como nesta caso, sistema operacional, se fosse algo bom e útil. Mas a escolha foi pelo fracasso tecnológico do ano 2007. O Windows Vista está sendo uma das maiores dores de cabeça da Microsoft, com múltiples falhos e com um consumo de recursos que obrigam aos usuários a mudar de máquina se querem que a coisa funcione.

É assim que o suporte para o Windows XP vai-se manter mais anos, e a venda do mesmo também, contudo já se rumoreja o salto a outro sistema operacional “novo” deixando de lado o Vista.

O projecto foi “ideia” da Microsoft que realizou a tradução do S.O. mas, qual vai ser a contrapartida? Sabemos que esta empresa nao dá pontada sem fio e talvez se “comprometa” para os anos próximos manter o seu poderio na administração autonómica assegurando assim a compra de novas licenças e continuar com o seu Office dominando os entornos de trabalho nos escritórios públicos.

E curiosamente vendem o detalhe como bom já que a tradução “beneficia” os galegos por estar na nossa língua (sic). A Directora da Microsoft fez o esforço, não sendo galega, de ler o seu comunicado em galego e o Vice-Presidente da Fundação para a Sociedade do Conhecimento, (galego?), fez o seu discurso em espanhol.

Toda uma declaração de intenções!

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Criação de sites

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Quinta-Feira, 10 Abril, 2008

Nestes últimos post venho comentando aqueles aplicativos que tenho descoberto ultimamente e que chamaram a minha atenção por algum motivo. Hoje vamos dedicar o artigo ao serviço corporativo para criação de sites, o Google sites. Por enquanto é só uma ferramenta incluída na Google apps e, pelo tanto, disponível para pessoas ou entidades que disponham de um domínio na internet.

A verdade é que esperava mais da Google. Sei que as comparações são odiosas, mas vendo outras ferramentas acho que a Google está muito longe de dar um bom serviço com esta aplicação. É uma ferramenta pouco “usável”. Não inclui cousas muito úteis como a possibilidade de criar aplicativos ou acrescentar código em javascript. Mesmo não utiliza a potência de ferramentas de publicação como o Blogger (também da sua propriedade) que ademais não está incluído (incomprensivelmente) neste serviço. E ainda que inclui um pequeno sistema de publicação denominado Announcements não permite converter a informação publicada a feed para o compartir e/ou usar com os leitores de rss.

De novo parece uma ferramenta para usar no entorno corporativo e não para difundir através da net já que daria uma imagem muito pobre. (Pode-se olhar o intento feito por mim aqui).

Google apps concorre com o serviço de criação de WebSites da Microsoft: Office live small Business que comparte vários aplicativos para o usuário desde um entorno virtual. Mas esta ferramenta não foi experimentada por mim e não posso opinar sobre ela.


E já que queria falar de comparações odiosas uma boa ferramenta para criar sites é o iWeb da Apple. Ferramenta por enquanto só disponível para usuários de macs. Esta si que é uma ferramenta potente para criar sites bonitos esteticamente e fácil de usar e com muita potência para publicar. Tem o falho também de não permitir incluir código javascript mas na nova versão do iweb 08 permite acrescentar novos serviços como vídeos…

Tenho a possibilidade de usar esta ferramenta e mesmo tenho criado um site, no meu computador vejo-o perfeitamente, mas ao subir a informação ao servidor desconfigura-se o texto totalmente aparecendo símbolos estranhos naqueles lugares onde deveria haver til, acentos, sinais gráficos… Ainda tenho que descobrir porquê acontece isto mas não descarto a possibilidade de utilizá-lo no futuro.

A Apple, agora que está incrementando o seu mercado de computadores pessoais, acho que vai continuar não oferecendo alguns dos seus produtos para os usuários da Microsoft reservando assim algumas das suas inovações só para usuários próprios. E entretanto à Google… ainda tem muito que aprender.

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A Conselharia de Cultura saca a concurso o software documental para as Bibliotecas

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Quarta-feira, 9 Abril, 2008

A Direcção Geral de Criação e Difusão Cultural editou, no Diário Oficial com data de 7 de abril de 2008, o concurso para o mantimento e desenvolvimento do software bibliotecário para as bibliotecas públicas galegas.

Por primeira vez na Galiza um concurso público de bibliotecas aposta claramente por um software documental livre. Neste caso a escolha é o ILS Koha, um bom software de gestão bibliotecária desenvolvida na sua origem pela Katipo Communications ltd. da Nova Zelândia e na actualidade sustentada por empresas, bibliotecas e pessoas de todo o mundo de maneira totalmente voluntária. A empresa inicial foi adquirida pela norteamericana Liblime que é a encarregada do desenvolvimento do software com o apoio da comunidade.

O ILS já foi implementado e experimentado em muitas bibliotecas de todo o mundo e tem superado o número de um milhão de registos bibliográficos sustentados pelo aplicativo, mostrando-se deste maneira muito estável no tratamento da informação documental, da circulação de documentos e da gestão de autoridades.

Trabalha com o Unimarc e o Marc21 e permite criar com facilidade modelos de fichas de descrição bibliográfica para qualquer tipo de material com só ter uns poucos conhecimentos do Marc.

O mais difícil: a instalação do sistema no servidor para o que se necessita conhecimento informático. O mais fácil o trabalho, uma vez instalado correctamente, via navegador web.

O sistema deve ser instalado num servidor com Apache, MySQL e Perl mas o cliente funciona desde qualquer máquina, independente do sistema operacional e do navegador web.

A versão actual estável é a 2.2.9 mas está muito avançada a versão 3 que já se pode descarregar e instalar na versão beta e que muda a aparência e do funcionamento das versões anteriores incluindo um plugin do Zebra ampliando a potência do Marc com outros formatos como o XML.

Para as empresas que queiram participar neste concurso público estes são os documentos técnicos e administrativos que deverão apresentar.

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Software: de produto a serviço (2)

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Sábado, 5 Abril, 2008

A luta pelo escritório virtual:

Continuando com o tema anterior, muitas empresas querem também trasladar todas as nossas ferramentas, o software mas também os documentos, o calendário, email e gestão de contactos e de trabalho, hosting de documentos… ao entorno virtual.

Como no caso anterior muitas empresas querem adiantar-se a nos “facilitar” a vida digital sem presença física do nosso computador.

Nesta batalha, como não podia ser doutra maneira, também anda metida a Google. Neste caso através da Google Apps, só disponível para entidades e/ou pessoas com um domínio registado. Mas pela minha experiência acho que ainda está longe de resolver muitas das questões demandadas pelos usuários. (Noutro post falaremos da Google sites).

Alguns fornecedores de serviços permitem só alojamento de documentos e a descarrega pública ou privada dos mesmos e mesmo compartilhar o seu uso. Cada vez incluem como serviço uma maior quantidade de espaço permitindo mesmo o armazenamento de filmes, etc., com até 5Gb de capacidade: procurar como “free online storage” na net.

Mas outros pretendem ser o nosso computador virtual. Quero assinalar dois exemplos dos que gostei com muitas diferenças entre eles:

EyeOS:

EyeOS

Escritório virtual criado por uns rapazes muito novos. Tem duas opções de uso. Uma registar-se e utilizar o serviço através do seu servidor e outro a descarrega do mesmo e instalação no nosso servidor. Em este último caso com os com os conhecimentos suficientes ou um webmaster/informático para o levar adiante.

  • O escritório está mais pensado para ser utilizado como intranet que para o uso individual (por exemplo o serviço de mensageria instalado é só de uso interno).
  • O leitor de feeds ainda tem muito que melhorar: no meu caso fui incapaz de instalar correctamente nenhum feed.
  • Também parte de criar aplicativos próprios como o office e não conta com um gestor colaborativo de correio e agenda.
  • Também não especifica a capacidade de armacenamento.

Mas o intento é muito bom, entorno amigável e fácil de utilizar e com possibilidades de ir melhorando no futuro com a ajuda da comunidade.

Ghost:

O meu último descobrimento é un entrono virtual (neste caso de iniciativa empresarial). Com 3 Gb de capacidade e aplicativos de escritório habituais. Neste caso aposta como aplicativos de oficce pela Zoho da que já falamos no post anterior.

O mais interessante é a sua aposta e integração por ferramentas colaborativas como o seu serviço de mail baseado no Zimbra collaboration Suite (ZCS) que permite o intercambio e colaboração de agenda, contactos… Suite profissional que compite com o Microsoft Exchange.

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Software: de produto a serviço (1)

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Quinta-Feira, 3 Abril, 2008

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Durante estes último anos assistimos à luta entre a propriedade e o uso do software. Neste enfrentamento entre os dois conceitos está vencendo o segundo. A esta batalha mesmo a Microsoft parece chegar tarde (ainda que com muita força: intento de compra de Yahoo e o seu Office Live).

À iniciativa de Google e de outros de deslocar o software do espaço físico (o nosso computador) ao virtual (serviço através da net) parece que este último vai conquistando cada vez mais aos usuários. Nesta batalha, ainda nos seus começos, qualquer projecto pode resultar vencedor. Mesmo os defendidos por empresas pequenas e recentemente chegadas ao público.

O produto já não tem sentido. Agora só desejamos/necessitamos o conteúdo e a informação que criamos ou procuramos. Mas o que se exige é que essa informação se encontre no lugar onde nós estejamos e não na máquina.

Novos serviços são oferecidos pelos “grandes” da net e sobre tudo pela Google. Mas, incluso os mais grandes, oferecem serviços que podem ser ultrapassados pela sua qualidade por outros desenvolvidos com mais e melhor iniciativa.

O caso dos Office virtuais:

O Office Live da Microsoft vem ser um intento de recuperar esse terreno perdido frente à oferta da Google (Google Docs). Mentras um “pequeno” como a Zoho oferece um produto com mais e melhores prestações que os “grandes”.

Onde está a diferença e a vantagem para as grandes? Em serem capazes de oferecer mais e melhores serviços acrescentados ao seu produto.

Assim produtos “defeituosos” ou escassos como os oferecidos pelos citados anteriormente ultrapassam sem dificuldades, em número de usuários, a proposta da Zoho.

A luta continua:
À capacidade do Office Live de se integrar com os documentos realizados no computador a Google acaba de “atacar” com a ferramenta Gears, uma extensao para os navegadores (Firefox e Explorer), com capacidade para trabalhar offline e sincronizar-se posteriormente à Google Docs.

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