Durante o mês de setembro falou-se muito na imprensa especializada da decisão da companhia Liblime de realizar uma versão denominada Liblime Enterprise Koha (LLEK) desenvolta por eles mesmos e sem oferecer as modificações à comunidade.
Esta decisão foi questionada em profundidade por pessoas independentes e outras empresas que trabalham no desenvolvimento do Koha.
A decisão da Liblime é similar ao acontecido com outros aplicativos e sistemas operacionais no que a empresa desenvolve por um lado o seu próprio projecto dirigido ao setor empresarial com software enriquecido e novas utilidades e ferramentas, procurando um maior benefício económico, e por outro mantém uma versão “menos evoluída” em mãos da comunidade. Exemplos como os de Fedora da RedHat, OpenSuse da Novell ou Zimbra de Yahoo, são alguns exemplos de decisões similares.
A fratura entre a LibLime e outras empresas que colaboram com o desenvolvimento do Koha está servida. Companhias e particulares propõem manter o desenvolvimento criando uma fundação para que o aplicativo fique em mãos da comunidade como se realizou para outros projectos como Mozilla ou o OpenOffice.
De qualquer maneira vai ser um tempo de mudanças nos que a comunidade terá que reagir e contribuir a dirigir o desenvolvimento deste aplicativo.
- O último número do Smart Libraries Newsletter da ALA correspondente ao mês de Novembro centra a sua capa neste assunto.
- Marshall Breeding propõe a criação da fundação numa carta aberta à comunidade.
- Joann Ranson comenta sobre a reciprocidade no seu blogue. O mesmo tema que utiliza Roy Tennant.
- Desde a França Biblibre recolhe num inquérito a opinião sobre a criação da fundação.
- Mais dados sobre o debate no blog Marlène´s corner




