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Software livre e bibliotecas

Arquivos para a Categoria ‘Software’

O caso Microsoft chega ao debate parlamentar na Galiza

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Segunda-feira, 25 Maio, 2009

O Partido Popular (direita espanhola), actualmente no governo da Galiza, manifestava no seu programa eleitoral a aposta pela utilização de software livre e estándares abertos na administração… Pouco durou a promesa eleitoral.

2,2 milhões de euros concedidos à Microsoft para o pagamento de licenças de software ao que há que sumar outro concurso de 550.000 € para licenças pendente de adjudicar.

Não nos pode estranhar que este partido, que sempre se caracteriza por mentir descaradamente, tivesse intenção de fazer algo a favor do software livre. Haverá que esperar novos tempos e  a outras administrações para avanzar com este tema.

As opiniões contrárias não se fixeram esperar. Desde a oposição política pedem intervenções e aclarações no parlamento. A comunidade galega de usários de software livre manifesta o seu desacordo com esta decisão e acusa o governo de ir contra o PEGSI (Plano Estratégico Galego para a Sociedade da Informação).

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História da Automatização

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Segunda-feira, 29 Dezembro, 2008

Marshall Breeding, autor da web Library Technology Guides e especialista da ALA em automatização de bibliotecas, facilita-nos uma gráfica com a história da automatização (uma história que se remonta ao ano 1968 nos EUA).

É muito interessante ver como se vai concentrando o mercada cada vez em menos empresas e como aparecem, nos últimos anos, empresas de software livre.

Clicando na imagem pode ampliar a gráfica.

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Às voltas com os ILS

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Domingo, 12 Outubro, 2008

O Consorcio de Bibliotecas Universitárias de Catalunha viu-se na obriga de mudar de software.

Ante o iminente remate do soporte para o ILS VTLS o consórcio de bibliotecas muda para o Millennium. Os que já conhecemos este aplicativo achamos que não é uma boa escolha. Ademais de ser um sofware muito caro na sua compra tem também um custe “abusivo” no seu mantimento e soporte.

Continua a ser um sofware tradicional que deixa de lado todas as inovações destes últimos anos provenientes da web 2.0 e pelo tanto da biblioteca 2.0. Muito centrado na catalogação e pouco na apresentação e difusão da informação.

Desejo que os catalães podam negociar muito bem com os norteamericanos as características do que vão implementar. Por enquanto só a compra e a formação inicial anda pela quantidade de 700.000 euros gastos.

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Google Reader

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Quarta-feira, 27 Agosto, 2008

Novo vídeo da Common Craft explicando o Google Reader de maneira simples.

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Horizonte dos Sistemas de Gestão Bibliotecária ou LMS

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Quarta-feira, 30 Julho, 2008

Duas instituições do Reino Unido, a JISC (Joint Information Systems Committee) e a SCONUL (Society of College, National and University Libraries) promovem o relatório: An Evaluation and horizon scan of the current library management systems and related systems landscape for UK higher education. (Avaliação e horizonte dos actuais sistemas de gestão bibliotecária nas instituições de Educação Superior do Reino Unido).

O relatório, realizado em 2007, e publicado em abril de 2008, foi encarregado a três consultoras que realizaram um estudo de campo com inquéritos a bibliotecários e estudo dos sistemas de gestão utilizados nas bibliotecas das instituições de estudo superior.

O estudo analisa a “comodidade” com o uso dos LMS (ou ILS) instalados em cada instituição assim como a visão sobre o seu uso a curto praço e a demanda que os bibliotecários realizam sobre esses sistemas.

No resultado destaca que só 4 empresas cobrem perto do 90% do mercado de ILS nessas bibliotecas. Trata-se de: Ex Libris, Innovative (conhecido na Galiza pelo Millennium), SirsiDynix e Talis.

No estudo reflicte-se que no futuro não se prevê mudar de software já que todos eles mostram características similares. Da mesma maneira não se prevê a migração a sistemas baseados em software livre mentres as características sejam similares aos de sofware proprietário.

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Googlalização da realidade

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Quinta-Feira, 19 Junho, 2008

Procurar qualquer coisa naquele retângulo mágico do buscador Google. Se não aparecer nada talvez “a informação que buscamos não exista”. Será?

Artigo do jornalista Sílvio Mieli sobre um estudo pouco difundido do  Instituto de Sistemas da Informação e Computação da Universidade de Tecnologia de Graz (Áustria).

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O maior erro tecnológico do 2007 apoiado pelo governo galego

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Segunda-feira, 14 Abril, 2008

Microsoft apresentou no Palácio de Congressos de Santiago, o passado 8 de abril, a tradução ao galego do Windows Vista.

Na apresentação encontravam-se, entre outros, o Presidente da Junta, a Presidenta da Microsoft Espanha, a Directora Geral de Política Lingüística e o Vice-Presidente da Fundação Galega para a Sociedade do Conhecimento.

Esta Fundação é apoiada pela Conselharia da Presidência (PSOE), porém existe outro departamento da Junta, a Direcção Geral de P.I. e da Sociedade da Informação (da Conselharia de Indústria do BNG), parece ser que as duas para o mesmo fim. Ainda que no primeiro caso parece que se dedica a apoiar o software proprietário e a Direcção Geral da Sociedade da Informaçao aposta pelo software livre.

Esta contradição poderia não ter nenhuma importância se a Junta apoiasse publicamente qualquer tipo de software, ou como nesta caso, sistema operacional, se fosse algo bom e útil. Mas a escolha foi pelo fracasso tecnológico do ano 2007. O Windows Vista está sendo uma das maiores dores de cabeça da Microsoft, com múltiples falhos e com um consumo de recursos que obrigam aos usuários a mudar de máquina se querem que a coisa funcione.

É assim que o suporte para o Windows XP vai-se manter mais anos, e a venda do mesmo também, contudo já se rumoreja o salto a outro sistema operacional “novo” deixando de lado o Vista.

O projecto foi “ideia” da Microsoft que realizou a tradução do S.O. mas, qual vai ser a contrapartida? Sabemos que esta empresa nao dá pontada sem fio e talvez se “comprometa” para os anos próximos manter o seu poderio na administração autonómica assegurando assim a compra de novas licenças e continuar com o seu Office dominando os entornos de trabalho nos escritórios públicos.

E curiosamente vendem o detalhe como bom já que a tradução “beneficia” os galegos por estar na nossa língua (sic). A Directora da Microsoft fez o esforço, não sendo galega, de ler o seu comunicado em galego e o Vice-Presidente da Fundação para a Sociedade do Conhecimento, (galego?), fez o seu discurso em espanhol.

Toda uma declaração de intenções!

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Criação de sites

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Quinta-Feira, 10 Abril, 2008

Nestes últimos post venho comentando aqueles aplicativos que tenho descoberto ultimamente e que chamaram a minha atenção por algum motivo. Hoje vamos dedicar o artigo ao serviço corporativo para criação de sites, o Google sites. Por enquanto é só uma ferramenta incluída na Google apps e, pelo tanto, disponível para pessoas ou entidades que disponham de um domínio na internet.

A verdade é que esperava mais da Google. Sei que as comparações são odiosas, mas vendo outras ferramentas acho que a Google está muito longe de dar um bom serviço com esta aplicação. É uma ferramenta pouco “usável”. Não inclui cousas muito úteis como a possibilidade de criar aplicativos ou acrescentar código em javascript. Mesmo não utiliza a potência de ferramentas de publicação como o Blogger (também da sua propriedade) que ademais não está incluído (incomprensivelmente) neste serviço. E ainda que inclui um pequeno sistema de publicação denominado Announcements não permite converter a informação publicada a feed para o compartir e/ou usar com os leitores de rss.

De novo parece uma ferramenta para usar no entorno corporativo e não para difundir através da net já que daria uma imagem muito pobre. (Pode-se olhar o intento feito por mim aqui).

Google apps concorre com o serviço de criação de WebSites da Microsoft: Office live small Business que comparte vários aplicativos para o usuário desde um entorno virtual. Mas esta ferramenta não foi experimentada por mim e não posso opinar sobre ela.


E já que queria falar de comparações odiosas uma boa ferramenta para criar sites é o iWeb da Apple. Ferramenta por enquanto só disponível para usuários de macs. Esta si que é uma ferramenta potente para criar sites bonitos esteticamente e fácil de usar e com muita potência para publicar. Tem o falho também de não permitir incluir código javascript mas na nova versão do iweb 08 permite acrescentar novos serviços como vídeos…

Tenho a possibilidade de usar esta ferramenta e mesmo tenho criado um site, no meu computador vejo-o perfeitamente, mas ao subir a informação ao servidor desconfigura-se o texto totalmente aparecendo símbolos estranhos naqueles lugares onde deveria haver til, acentos, sinais gráficos… Ainda tenho que descobrir porquê acontece isto mas não descarto a possibilidade de utilizá-lo no futuro.

A Apple, agora que está incrementando o seu mercado de computadores pessoais, acho que vai continuar não oferecendo alguns dos seus produtos para os usuários da Microsoft reservando assim algumas das suas inovações só para usuários próprios. E entretanto à Google… ainda tem muito que aprender.

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Software: de produto a serviço (2)

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Sábado, 5 Abril, 2008

A luta pelo escritório virtual:

Continuando com o tema anterior, muitas empresas querem também trasladar todas as nossas ferramentas, o software mas também os documentos, o calendário, email e gestão de contactos e de trabalho, hosting de documentos… ao entorno virtual.

Como no caso anterior muitas empresas querem adiantar-se a nos “facilitar” a vida digital sem presença física do nosso computador.

Nesta batalha, como não podia ser doutra maneira, também anda metida a Google. Neste caso através da Google Apps, só disponível para entidades e/ou pessoas com um domínio registado. Mas pela minha experiência acho que ainda está longe de resolver muitas das questões demandadas pelos usuários. (Noutro post falaremos da Google sites).

Alguns fornecedores de serviços permitem só alojamento de documentos e a descarrega pública ou privada dos mesmos e mesmo compartilhar o seu uso. Cada vez incluem como serviço uma maior quantidade de espaço permitindo mesmo o armazenamento de filmes, etc., com até 5Gb de capacidade: procurar como “free online storage” na net.

Mas outros pretendem ser o nosso computador virtual. Quero assinalar dois exemplos dos que gostei com muitas diferenças entre eles:

EyeOS:

EyeOS

Escritório virtual criado por uns rapazes muito novos. Tem duas opções de uso. Uma registar-se e utilizar o serviço através do seu servidor e outro a descarrega do mesmo e instalação no nosso servidor. Em este último caso com os com os conhecimentos suficientes ou um webmaster/informático para o levar adiante.

  • O escritório está mais pensado para ser utilizado como intranet que para o uso individual (por exemplo o serviço de mensageria instalado é só de uso interno).
  • O leitor de feeds ainda tem muito que melhorar: no meu caso fui incapaz de instalar correctamente nenhum feed.
  • Também parte de criar aplicativos próprios como o office e não conta com um gestor colaborativo de correio e agenda.
  • Também não especifica a capacidade de armacenamento.

Mas o intento é muito bom, entorno amigável e fácil de utilizar e com possibilidades de ir melhorando no futuro com a ajuda da comunidade.

Ghost:

O meu último descobrimento é un entrono virtual (neste caso de iniciativa empresarial). Com 3 Gb de capacidade e aplicativos de escritório habituais. Neste caso aposta como aplicativos de oficce pela Zoho da que já falamos no post anterior.

O mais interessante é a sua aposta e integração por ferramentas colaborativas como o seu serviço de mail baseado no Zimbra collaboration Suite (ZCS) que permite o intercambio e colaboração de agenda, contactos… Suite profissional que compite com o Microsoft Exchange.

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Software: de produto a serviço (1)

Publicado por João Manuel Peres Lijó em Quinta-Feira, 3 Abril, 2008

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Durante estes último anos assistimos à luta entre a propriedade e o uso do software. Neste enfrentamento entre os dois conceitos está vencendo o segundo. A esta batalha mesmo a Microsoft parece chegar tarde (ainda que com muita força: intento de compra de Yahoo e o seu Office Live).

À iniciativa de Google e de outros de deslocar o software do espaço físico (o nosso computador) ao virtual (serviço através da net) parece que este último vai conquistando cada vez mais aos usuários. Nesta batalha, ainda nos seus começos, qualquer projecto pode resultar vencedor. Mesmo os defendidos por empresas pequenas e recentemente chegadas ao público.

O produto já não tem sentido. Agora só desejamos/necessitamos o conteúdo e a informação que criamos ou procuramos. Mas o que se exige é que essa informação se encontre no lugar onde nós estejamos e não na máquina.

Novos serviços são oferecidos pelos “grandes” da net e sobre tudo pela Google. Mas, incluso os mais grandes, oferecem serviços que podem ser ultrapassados pela sua qualidade por outros desenvolvidos com mais e melhor iniciativa.

O caso dos Office virtuais:

O Office Live da Microsoft vem ser um intento de recuperar esse terreno perdido frente à oferta da Google (Google Docs). Mentras um “pequeno” como a Zoho oferece um produto com mais e melhores prestações que os “grandes”.

Onde está a diferença e a vantagem para as grandes? Em serem capazes de oferecer mais e melhores serviços acrescentados ao seu produto.

Assim produtos “defeituosos” ou escassos como os oferecidos pelos citados anteriormente ultrapassam sem dificuldades, em número de usuários, a proposta da Zoho.

A luta continua:
À capacidade do Office Live de se integrar com os documentos realizados no computador a Google acaba de “atacar” com a ferramenta Gears, uma extensao para os navegadores (Firefox e Explorer), com capacidade para trabalhar offline e sincronizar-se posteriormente à Google Docs.

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